terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Vôo

A mente voa longe
Plena do agora,
Repele as memórias antigas
Abstém do poder de planejar o porvir.
A face do amanhã como será?
Tuas cores, teus odores
Quais as tuas formas?
Os dias se revezam tranquilamente,
Entre a austeridade das correntes
Feitas do artesanato particular
Do próprio entendimento.
E a marcha flutuante dos sonhos
Rumo ao infinito,
No finito olhar que assiste o desgaste humano.
A privação de si é o corriqueiro
Caminhar.
Liberdade, liberdade
O que será?
O vôo distante da mente
Inquieta tenta decifrar.
Mas, é possível revelar
O mistério da liberdade?
O que mais o homem teria
Sem o mistério indissolúvel
E sua mente para navegar?

3 comentários:

Carol disse...

Ain, eu sempre gosto muito deles, como sempre te digo: são bem pessoais!
Adoro os antagonismos que você faz, a mistura de conflito e equilíbrio. Minha nossa! O "revezamento dos dias" é uma explicação tão clara / o real e o sonho - o que moldamos e que nos é moldado. A "privação" - e pensar que eu nem tinha entendido de primeira. Por um momento eu achei que as partes não se conectavam ao título, mas é só chegar em cada parte e pensar o que tem a ver com o título e está tudo ali.
Não te falei antes, mas a última frase: reveja.
L I N D O como sempre! Emocionante, arrepiante, para refletir! Quero comparecer ao lançamento deste livro! hahahaha...
Bjs linda! Fica na paz!

george araújo disse...

a mente é uma viagem.
cria nosso mundo e faz com q vc escreva textos lindos como este...


bjo
>>

Adriany Thatcher disse...
Este comentário foi removido pelo autor.