
sábado, 4 de abril de 2009
Uma escolha
Estou farta de tantas perguntas,
Cansei!
Vou me diluir no mundo,
Soprar as cinzas do que fui.
Não quero estagnar a vontade de viver,
Por nada ou por qualquer pessoa.
A vastidão flerta com os meus desejos,
Então me rendo domada pelo prazer.
Amar, num universo infinito de maneiras de amar, me apraz.
Não me interesso em saber o que é o amor
E o quão sagrado é.
Quem precisa dessas definições?
Existe a cartilha do viver?
Vislumbrar o crepúsculo renova-me.
Neruda amante devoto das letras e das mulheres
Entende o que estou a dizer.
Sorrir ao dizer: sim a uma flor ou a um livro
Não faz diferença.
Seguir onde os olhos se perdem
Em estradas de penumbra, ou
Ouvir a palavra derradeira do inimigo.
É esta a tênue linha da sensatez e da austeridade.
Mas que isso importa?
De que me serve a batalha travada na mente?
Equilíbrio,
Lucidez,
De quê? Para quem?
Cansei!
Vou me diluir no mundo,
Soprar as cinzas do que fui.
Não quero estagnar a vontade de viver,
Por nada ou por qualquer pessoa.
A vastidão flerta com os meus desejos,
Então me rendo domada pelo prazer.
Amar, num universo infinito de maneiras de amar, me apraz.
Não me interesso em saber o que é o amor
E o quão sagrado é.
Quem precisa dessas definições?
Existe a cartilha do viver?
Vislumbrar o crepúsculo renova-me.
Neruda amante devoto das letras e das mulheres
Entende o que estou a dizer.
Sorrir ao dizer: sim a uma flor ou a um livro
Não faz diferença.
Seguir onde os olhos se perdem
Em estradas de penumbra, ou
Ouvir a palavra derradeira do inimigo.
É esta a tênue linha da sensatez e da austeridade.
Mas que isso importa?
De que me serve a batalha travada na mente?
Equilíbrio,
Lucidez,
De quê? Para quem?
domingo, 8 de março de 2009
Vaso Vazio
Um micro universo
Na bagunça do quarto.
Livros espalhados, filme,
Conversa solta ao telefone.
Distração para purgar o tempo,
Sonho homérico de possuí-lo,
De tocá-lo
Com as mãos entediadas
Da caneta e também do teclado.
Lá fora, dia comum
Religiosos, amadores do futebol
Bares cheios, música alta
Crianças correndo,
É domingo!
E aqui dentro?
É inverno no verão
O sol está se pondo ao meio dia.
O espelho reflete parte de mim
E o medo de ficar comigo
Torna frio o ambiente.
- mas o sol está brilhando lá fora!
Quero o elo entre as mulheres que sou,
A que sinto e as que se dão ao mundo.
Na bagunça do quarto.
Livros espalhados, filme,
Conversa solta ao telefone.
Distração para purgar o tempo,
Sonho homérico de possuí-lo,
De tocá-lo
Com as mãos entediadas
Da caneta e também do teclado.
Lá fora, dia comum
Religiosos, amadores do futebol
Bares cheios, música alta
Crianças correndo,
É domingo!
E aqui dentro?
É inverno no verão
O sol está se pondo ao meio dia.
O espelho reflete parte de mim
E o medo de ficar comigo
Torna frio o ambiente.
- mas o sol está brilhando lá fora!
Quero o elo entre as mulheres que sou,
A que sinto e as que se dão ao mundo.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Rosas
O sol nasce,
Banha de luz a rosa.
A noite chega
Embalando-a em orvalho.
O broto vira flor,
Um singelo desabrochar
Para o mundo
De pura beleza.
A rosa exala inebriante perfume
E não se constrange
Em oferecer tuas armas.
Espinhos,
Em defesa de tuas frágeis pétalas.
Aceita o destino de ser solitária
Pelo temor de mãos incrédulas,
Incapazes de tocar sem secá-la.
Entrega-se a contemplação
De olhos famintos,
Sem lamentar o seu cárcere.
E de uma só vez
Exibe a elegância de ser rosa,
Flor delicada
Cantada em verso e prosa.
E também o seu desencanto
Deslumbrante,
No Desfalecer melancólico
Perdido no colorido
Da torturada paisagem.
Que torna seu pranto
Um canto novo no surgir
De um novo broto.
Banha de luz a rosa.
A noite chega
Embalando-a em orvalho.
O broto vira flor,
Um singelo desabrochar
Para o mundo
De pura beleza.
A rosa exala inebriante perfume
E não se constrange
Em oferecer tuas armas.
Espinhos,
Em defesa de tuas frágeis pétalas.
Aceita o destino de ser solitária
Pelo temor de mãos incrédulas,
Incapazes de tocar sem secá-la.
Entrega-se a contemplação
De olhos famintos,
Sem lamentar o seu cárcere.
E de uma só vez
Exibe a elegância de ser rosa,
Flor delicada
Cantada em verso e prosa.
E também o seu desencanto
Deslumbrante,
No Desfalecer melancólico
Perdido no colorido
Da torturada paisagem.
Que torna seu pranto
Um canto novo no surgir
De um novo broto.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
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