sábado, 4 de abril de 2009

Uma escolha

Estou farta de tantas perguntas,
Cansei!
Vou me diluir no mundo,
Soprar as cinzas do que fui.
Não quero estagnar a vontade de viver,
Por nada ou por qualquer pessoa.
A vastidão flerta com os meus desejos,
Então me rendo domada pelo prazer.
Amar, num universo infinito de maneiras de amar, me apraz.
Não me interesso em saber o que é o amor
E o quão sagrado é.
Quem precisa dessas definições?
Existe a cartilha do viver?
Vislumbrar o crepúsculo renova-me.
Neruda amante devoto das letras e das mulheres
Entende o que estou a dizer.
Sorrir ao dizer: sim a uma flor ou a um livro
Não faz diferença.
Seguir onde os olhos se perdem
Em estradas de penumbra, ou
Ouvir a palavra derradeira do inimigo.
É esta a tênue linha da sensatez e da austeridade.
Mas que isso importa?
De que me serve a batalha travada na mente?
Equilíbrio,
Lucidez,
De quê? Para quem?


2 comentários:

Ane Rosa disse...

amei muito lindo!!
a fotografía ta ótima adorei, meito expressiva
o bom da vida é viver!!!

Carol Araujo disse...

Rosa, menina. Me diga aí: "Seguir onde os olhos se perdem / Em estradas de penumbra, ou / Ouvir a palavra derradeira do inimigo". É ficar no claro, no meio claro - meio escuro e no escuro, respectivamente? É aí que surge a maior das dúvidas: o que seguir? E daí o que tem que ser seguido? O negócio é tentar fazer o nosso dia o melhor possível, sem planos para as decepções não frustrarem tanto, quanto costumam fazer.
Você e Neruda hein? hehehehe...
"Equilíbrio,
Lucidez,
De quê? Para quem?" --- O que você sugere? A loucura? (rsrsrs) mas a loucura é tão relativa não é mesmo? (rsrsrs) o louco pode achar que somos loucos. Quem decide é a maioria? Mas a maioria também decide coisas que não aparentam serem boas, o planeta que o diga... Fora o fato que lucidez demais também é um passo pra "loucura" (rsrsrs).
Eu entendi? Me diga. Acho que te enchi o saco, pois vc disse que está farta de tantas perguntas. Foi mal? Ops, foi mal (hahahahaha)

Beijos e paz!
E VIVA A VIDA!