A mente voa longe
Plena do agora,
Repele as memórias antigas
Abstém do poder de planejar o porvir.
A face do amanhã como será?
Tuas cores, teus odores
Quais as tuas formas?
Os dias se revezam tranquilamente,
Entre a austeridade das correntes
Feitas do artesanato particular
Do próprio entendimento.
E a marcha flutuante dos sonhos
Rumo ao infinito,
No finito olhar que assiste o desgaste humano.
A privação de si é o corriqueiro
Caminhar.
Liberdade, liberdade
O que será?
O vôo distante da mente
Inquieta tenta decifrar.
Mas, é possível revelar
O mistério da liberdade?
O que mais o homem teria
Sem o mistério indissolúvel
E sua mente para navegar?
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
domingo, 8 de fevereiro de 2009
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Perguntas
As palavras!
Meias palavras
Moldaram-se em
Escassos lamentos
Em preces sopradas sem destino.
E o silêncio?
Perdeu-se na vastidão.
Um facho de luz
Não extermina trevas.
E a esperança?
Vivifica rimas
Dulcifica a melodia.
E o que temos?
Nada ou apenas possibilidades.
Pensar é melhor que sentir?
Perceber o que há
Num mergulho em si
Faz a permanência.
E o que mais dizer?
Sermões, conselhos...
Seguir o sol.
Meias palavras
Moldaram-se em
Escassos lamentos
Em preces sopradas sem destino.
E o silêncio?
Perdeu-se na vastidão.
Um facho de luz
Não extermina trevas.
E a esperança?
Vivifica rimas
Dulcifica a melodia.
E o que temos?
Nada ou apenas possibilidades.
Pensar é melhor que sentir?
Perceber o que há
Num mergulho em si
Faz a permanência.
E o que mais dizer?
Sermões, conselhos...
Seguir o sol.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Uma lenda
Procuro há tempo o amor
Desconheço o seu físico
Não sei qual a sua língua
Ou mesmo a sua região de origem.
Colho depoimentos sobre o tal,
Devaneios soltos.
Carências adubadas na religião,
Na extravagância material,
No culto aos livros,
Na adoração a natureza,
E uma certeza curiosa em um Deus!
Procuro há tempo o amor
Exausta aqui estou.
Pistas furtivas me levam.
Descanso olhando ao redor,
Cansada sonho.
Procuro há tempo o amor
Quase desistindo ouvi:
Mulher - o amor não é palpável!
E pode se acomodar em todos os lugares
O ser amoroso é a sua forma.
Procuro há tempo o amor
A lenda urbana
Recontada em cada povo.
Procuro há tempo o amor
Procuro o inexistente
Destruindo o ideal,
Formulando uma mulher com cacos
Resistente a tempestades
De desafetos
Procuro há tempo o amor.
Desconheço o seu físico
Não sei qual a sua língua
Ou mesmo a sua região de origem.
Colho depoimentos sobre o tal,
Devaneios soltos.
Carências adubadas na religião,
Na extravagância material,
No culto aos livros,
Na adoração a natureza,
E uma certeza curiosa em um Deus!
Procuro há tempo o amor
Exausta aqui estou.
Pistas furtivas me levam.
Descanso olhando ao redor,
Cansada sonho.
Procuro há tempo o amor
Quase desistindo ouvi:
Mulher - o amor não é palpável!
E pode se acomodar em todos os lugares
O ser amoroso é a sua forma.
Procuro há tempo o amor
A lenda urbana
Recontada em cada povo.
Procuro há tempo o amor
Procuro o inexistente
Destruindo o ideal,
Formulando uma mulher com cacos
Resistente a tempestades
De desafetos
Procuro há tempo o amor.
sábado, 1 de novembro de 2008
Beijo
Mãos ásperas lapidadas pelo trabalho
Percorrem os seus contornos,
Ela se entrega ao brilho do olhar sedento
Incrédula da paixão,
Sua pele morena
Transpira o calor da fusão de vidas,
Entre arrepios e palavras soltas
A saudade se vai,
As bocas molhadas
Mãos encontradas
Ditam o ritmo,
O rochedo de pudor é transposto
Na ciranda de desejo vibrante.
Um sonho um amante
Da cativa sem paz
O que pode o beijo quando os corpos se atraem?
Percorrem os seus contornos,
Ela se entrega ao brilho do olhar sedento
Incrédula da paixão,
Sua pele morena
Transpira o calor da fusão de vidas,
Entre arrepios e palavras soltas
A saudade se vai,
As bocas molhadas
Mãos encontradas
Ditam o ritmo,
O rochedo de pudor é transposto
Na ciranda de desejo vibrante.
Um sonho um amante
Da cativa sem paz
O que pode o beijo quando os corpos se atraem?
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