sábado, 13 de fevereiro de 2010

Erros

Houve erros, eu sei.

Mas a perfeição não me atrai.

O cotidiano revestido de tormento silencioso

Trouxe a desistência da eternidade.

A força de uma vontade estranha me devora.

Assusta-me o futuro sem respostas,

O possível é sem porto e sem lágrimas;

Basta? E o amor?

Para o amor não há medida,

Apenas entrega.

Um contínuo estar de pé.

Amores: Intensos, Insanos

Arrastados a sombra do que vive.

São áureas intocadas.

Será isso o amor ou especulação dele?

O que seria o amor?

Só encontro palavras

Em cores tradicionais.

Perguntas sem respostas, nada mais.

Os erros contornam as escolhas

Na paralisia do medo,

No deslize da experiência.

2 comentários:

Palavra Viva disse...

Oi Rosa, seus poemas são lindos e são formas de descrever sentimentos contido em seu interior e transmitidos para os corações que buscam uma explicação de um amor. Felicidades, que Deus te dê mais inspiração e te faça feliz sempre.

Adriany Thatcher disse...

ah... como é fascinante o incomensurável, o imprevisível, o torpor de não saber o q virá, se virá, porque amar, esse desprendimento de certezas em cores de aurora, deixa a gente assim:

acometida de febris suspiros,

desabrochada em poemas e canções.

e como é estranhamente bom!