segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Um sinal

A manhã fria desperta
Com uma brisa silenciosa.
É um êxtase ver o dia começar,
Nos pensamentos sem rédeas
Na tranqüilidade de quem contempla.
O silêncio que transita pelo burburinho
Que desperta em poucas horas.
A comunicação conflitante dos que tem pressa
E dizem sem pensar num desabafo.
No íntimo é o silêncio que diz com clareza,
A sua destreza em rabiscar seu intento não falha,
Suscita o desespero de quem espera ouvir ruído qualquer.
O silêncio impiedoso fala verdades cortantes
E emudece a voz atrevida do impulso.
É ele o é mensageiro do fim, na sala de espera.
Nunca ameno sempre enérgico.
O silêncio usurpa do olhar a esperança
Quando se materializa em desinteresse.
O silêncio choca quando revela o esquecimento,
E tortura quando é portador da recusa.
O silêncio é transparente em sua quietude.
Veste-se de paz na maturidade do amor,
E de carrasco com nervos rijos esconde o perdão.
É o silêncio quem nega o beijo de comunhão
E sela a angústia do desentendimento.
O silêncio é traiçoeiro, arquiteta suas metas sem compartilhá-las.
O silêncio perturbador fala alto, sem meias palavras.
É entendido por ser seguido por um nada devastador.
Quando a porta ninguém bate, nem o telefone toca,
Quando tudo emudece.

3 comentários:

george araújo disse...

olá
o doavessodoavesso vai fazer dois anos dia 19.10 e vc fez parte dessa história...

volte lá e comemore comigo!
:P


beijos e obrigado
>>

Aragão disse...

A voz do silencio é surpreendente

jorginho da hora disse...

Nossa, vc gosta mesmo do pablo neruda não é, menina ? Amo esse seu amor por ele. Aliás, o blog com essa folha de caderno ficou lindo.

Mil beijos !