sábado, 14 de agosto de 2010

Borboletas de Inverno

As borboletas na janela sugerem mudança.

Num bando multicor põem fim ao meu inverno,


Prolongado por displicência.


O toque da vida, os traços peculiares de outrora,

Assimilaram nova forma.

Sem tragédias ou dores impossíveis

O rio desbrava seu curso.

Na permuta de paisagens, existir é quase real

Sem vestígios do Mal tampouco do Bem.

É possível apenas perceber-se,

E isso é muito!

As borboletas azuis dispersaram-se do bando.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Problemas do Amor

Tenho problemas com o amor.
Amo em demasia, mas assim não pode ser,
Pois dizem ser o amor imensurável.
A soberania do amor solicita a doação de mim,
Destruindo o muro da batalha.
Ele domina-me com maestria
Rouba-me os devaneios
Centraliza minha atenção.
Tenho problemas em amar.
Aceito quase tudo,
Pela vaga promessa do amor semente.
Tomada de amor,
Encanto-me com gestos e sons
Entrego-me em abandono
Refaço-me na ciranda de encontros.
Tenho problemas amando.
Espero sofrendo a passagem de segundos,
Enlouqueço com o tempo,
Aqueço-me esperando.
Tenho problemas porque amo.
Amo porque desafio a vida
A vida com contornos de felicidade
Felicidade névoa de completude.
Amo sem destacar os problemas de amar.
Afagos afastam controvérsias,
Toques traduzem o modo de ser,
Ser é também amar.

domingo, 25 de julho de 2010

Carolina

Em teu campo linda menina,

haverá uma casinha

rodeada de muitas flores,

Em teu peito menina sapeca

será guardado muitos amores,

As dores e as alegrias permanecem conosco

nos tornando quem somos.

Mas, sabe o que me faz refletir?

Tua alegria estampa nas manhãs de chuva

Tua palavra bela quando a tristeza me acomete

Não se deixe triste!

Cale tua dor!

Pois a estrada é longa,

e muito você há de encontrar.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Chegada

Passos lentos
Encontra a persona
Símbolo da perfeição.


Passos dispõem objetos.
Todos eles repletos da estória do eu.

Lentos passos
Para notas conexas
Mistas na canção.


Ah! Quanta calma
Quase paz flui do coração.

Lento descompasso
Cadencia a procura ocular,
Alimento daquele que rememora.

Passos firme
Honram a terra.
Clamam por parar.

Do alto da montanha
Nem o verde nem o mar.
Apenas o sopro findado
A luz esmaecida,
É hora de ninar.

Com a espada na bainha
Na boca o amargo distancia
Áureos dias de batalha
Dispensados aos gestos de amar.


quinta-feira, 8 de julho de 2010

Imaginário

Braços procuram abarcar
Num abraço imaginário
A solidão devoradora.
O frio cede ao calor,
Mudam as estações.
Olhos ávidos pela paisagem perfeita
Ocultam luz.
A companhia sem paradeiro
Desde o romper das pedras
É improvável.
É ela, a alma que te pertence.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Um pingo

Que consigamos perceber,
Que não somos especiais por sermos melhores,
Antes, acreditemos na nossa individualidade
Que nos torna apenas diferente.

terça-feira, 4 de maio de 2010

A espera

Por que não me diz dos teus dias,
De tuas andanças?
Por que me priva de ti,
Da presença que tanto me inspira?
Para quê negar a permanência
Dissolvendo o rabisco que fiz.
Por que oculta tua face estrangeiro de mim?
Por que tão calado,
A se fazer de ausente,
Dissipando o sossego num coração inquieto?
Apaga essa alma de poeta
Vem de encontro a mim.
Como homem simples, aceita o meu sim.
Afaga-me os cabelos,
Desnuda os meus medos,
Recebe um carinho prolongado
Desse amor guardado no peito,
Doce colorido a espera de ti.
É sentimento puro prolongado ao infinito,
Nunca demais, nunca de menos
Jamais mensurado o fio tecido dessa luz.
Luz que ofusca e ilumina.
Tantos são os porquês, prefiro seguir muda.