terça-feira, 4 de maio de 2010

A espera

Por que não me diz dos teus dias,
De tuas andanças?
Por que me priva de ti,
Da presença que tanto me inspira?
Para quê negar a permanência
Dissolvendo o rabisco que fiz.
Por que oculta tua face estrangeiro de mim?
Por que tão calado,
A se fazer de ausente,
Dissipando o sossego num coração inquieto?
Apaga essa alma de poeta
Vem de encontro a mim.
Como homem simples, aceita o meu sim.
Afaga-me os cabelos,
Desnuda os meus medos,
Recebe um carinho prolongado
Desse amor guardado no peito,
Doce colorido a espera de ti.
É sentimento puro prolongado ao infinito,
Nunca demais, nunca de menos
Jamais mensurado o fio tecido dessa luz.
Luz que ofusca e ilumina.
Tantos são os porquês, prefiro seguir muda.

3 comentários:

Ricardo Dib disse...

Isso é que é um convite...
um convite poético.

Beijos!

Lianni disse...

Ró,
Adoro seus poemas!!!!

Iaiá disse...

Porque as vezes gostamos tanto de quem se nega a gente???

Uma questão sentimental.

Adorei Rosa, adoro tudo em seu blog.