domingo, 11 de março de 2012

Faces


A solidão é um poço fundo
Impregnado no folclore das mentes
Soltas pelo mundo.

Não é sinônimo de estar sozinho
Nem castigo para “os estranhos no ninho”.

A solidão é a nascente do aprendizado
Da nudez das palavras
Dos que silenciam cansados dos filhos de Caim.

General de marchas, saídas e voltas
A solidão é o tear de si com fios nobres
Sob o sol escaldante do deserto.
É ela, a solidão, o meio e o fim
Peregrinando ao sabor de quem olha ao espelho.

3 comentários:

Carmem disse...

A solidão é bicho feio que vem nos assustar de noite, que nem bicho-papão, e ao nascer do dia, a gente olha e vê lá no canto escondida: não foi embora.
Solidão é doença ruim que é difícil de curar.
E mais do que a gente possa imaginar, está mais presente que nunca, na casa ao lado, no rosto sentado à nossa beira.
Isso é a realidade duma vida.

bj gde

Guacira Maciel disse...

Olha, eu concordo com a Carmem...
estar só(para tecer ao tear...)é diferente de solidão...esta devora, machuca, doi...

Gostei do seu blog.
Beijo, Guacira.
www.gpoetica.blogspot.com

Safe Pest Control disse...

Very interesting subject, appreciate it for putting up.

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